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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Uma punição exemplar, Sr. Meirinho!

Senhor Meirinho, por favor, que seja feita justiça e lhe seja dada uma punição exemplar.
 
Por ser burro, Sr. Meirinho, por ser o arguido tão burro!.
 
Com formas de roubar, de se locupletar, de se apoderar do que não é seu, mais profícuas, proficientes e limpas, diria até, mais regimentais, como as que se exemplificam abaixo e cuja sanção judiciária é a maior parte das vezes "suspensa",  este sujeito opta por este amadorismo, 61 golpes para obter 2.625,0€, uma média de 43 euros por golpe, uma ninharia, se contarmos com o tempo de planificação, deslocações e execução, isto não dá sequer 10 euros à hora?!...
 
Mas o que é isto, vamos regressar ao tempo dos carteiristas clássicos, de mãos suaves e modos melífluos, que entravam nos tróleis e elétricos urbanos para praticarem uma prestidigitação que mal lhes dava para o  dia-a-dia?
 
Já não bastava o trabalho precário, teríamos que passara  aguentar o crime precário
Já não bastava o trabalho precário, teríamos e passara  aguentar o crime precário praticado por uns românticos que roubam uns euros para comerem vez de enriquecerem através dos expedientes que o sistema lhes disponibiliza - e até paga mensalmente e a cada dia 23 para os usarem?...
... tipos que não recorrem sequer a uma arma branca, ou de fogo, ou pelo menos a um ácidozito?...

 Roubar é para quem sabe, é para aqueles a quem, por isso mesmo, os Tribunais da República distingue com a "Grã Cruz da Ordem da Pena Suspensa" ou "da Ordem da Liberdade por Arquivamento".

http://corruptibile.blogspot.pt/2017/04/

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http://corruptibile.blogspot.pt/2013/10/a-insustentavel-leveza-da-justica.HTML

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/desvio/ex-bancario-que-perdeu-3-6-milhoes-de-euros-condenado-a-pena-suspensa

http://www.jn.pt/seguranca/interior/misericordia-de-santarem-e-antigo-provedor-condenados-por-fraude-na-obtencao-de-subsidios-2976691.HTML

http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/presidente-do-leixoes-condenado-a-pena-suspensa.HTML

http://corruptibile.blogspot.pt/2016/10/62-milhoes-em-luvas-detalhesatualizado.html

http://corruptibile.blogspot.pt/2016/12/ipsp-instituicoes-particulares-de.HTML

http://corruptibile.blogspot.pt/2016/12/nada-de-mais-cada-qual-procura-como.HTML

http://corruptibile.blogspot.pt/2016/12/plamagate-suspeitos-e-arguidos.HTML

http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/empresario-de-braga-escondeu-milhoes-ao-fisco

http://videos.sapo.pt/bLtkZEZ7WS7RyI9kdVPZ

http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/isaltino-sai-da-cadeia-em-liberdade-condicional.HTML

https://www.publico.pt/portugal/jornal/funcionario-publico-acusado-de-fraude-de-milhoes-suspenso-por-3-dias-26586985

https://www.noticiasaominuto.com/pais/280197/diretor-do-iefp-embolsou-500-mil-euros-com-fraude



domingo, 9 de outubro de 2016

Portas travessas


62 MILHÕES EM LUVAS DetalhesAtualizado em 08-10-2016Publicado em 08-10-2016

Submarinos afundam Portugal, estado não sabe gerir prioridades, apenas luvas. Os nossos criminosos são os que nos governam?

Ainda o 2012 não chegou e Paulo Portas já tem uma surpresa à nossa espera...
 
Submarino aumenta défice e despesa pública em 2012
 
O primeiro submarino, o «Tridente», quando chegou a Portugal, obrigou o Governo a um novo aumento de impostos ou a mais um corte extraordinário na despesa pública. Isso mesmo foi confirmado à TVI pelo ministério da Defesa.
Devido às regras da União Europeia, o défice sofrerá um aumento superior a quinhentos milhões de euros.
O mesmo voltará a acontecer em 2012, quando chegar o segundo submersível, causará o mesmo estrago.
 
Os submarinos, a preços actuais, custam 1 026 mil milhões de euros.
O preço inicial aumentou, não só devido às actualizações previstas no contrato, mas também aos juros a pagar ao Crédit Suisse e ao Banco Espírito Santo, com quem o Estado celebrou um contrato de financiamento da construção.

Submarinos ajudam a afundar o défice
A compra dos dois submarinos contratada em 2004 vai complicar ainda mais as contas do défice português. Além do impacto da crise, o governo que vencer as próximas legislativas terá de contar com um défice orçamental 0,3 pontos percentuais mais alto por causa destes investimentos na Defesa. 

A Comissão Europeia garantiu ao Diário Económico que as regras de contabilização destas despesas "não serão mais flexíveis", nem em tempo de crise.
 
As regras da Comissão Europeia são claras: os gastos em equipamento militar, independentemente do modelo de financiamento escolhido pelos Governos, devem ser inscritos como despesa no ano em que são colocados à disposição dos Governos.

Mais despesas sobre os submarinos
Estado português gasta 32,2 milhões de euros com manutenção de submarinos.
Segundo o Relatório Militar de 2010, o Estado português gastou 32,2 milhões de euros em 2010 em armamento, formação e obras para os dois novos submarinos da Marinha. A maior parte desta quantia, equivalente a 11,56 milhões de euros, foi despendida na “aquisição de 24 torpedos e respectivo pacote de sustentação logística” para os submarinos.
 
A restante verba foi gasta na compra de mísseis Sub-Harpoon (3,95 milhões de euros), de “material para fornecimento logístico essencial à operação e manutenção dos Submarine Attack, Guided Missile” (6,45 milhões), na “adaptação das estruturas do Arsenal do Alfeite e edifícios administrativos” (7,19 milhões de euros) e na “transferência de tecnologia contratada, formação e treino, e fornecimento logístico essencial à operação e manutenção”.
Em 2011, os compromissos financeiros respeitantes à manutenção dos dois submarinos ascendem a 24 milhões de euros: 21,4 milhões para «Fornecimento Logístico», 2 milhões para «Armamento Mísseis» e o restante na «Missão Construção e Material».

Paulo Portas pagou 30 milhões a mais pelos submarinos 
Os alemães que forneceram o Estado reduziram a qualidade dos submarinos para baixar o custo, mas o preço inicial manteve-se. O ex-ministro da Defesa aprovou o negócio e pagou 30 milhões a mais.
 
A informação consta, segundo o jornal, de um documento de 29 de Abril de 2004 assinado pelo líder do Grupo de Projectos dos Novos Submarinos (GPSS), capitão Rui Rapaz Lérias: "O preço dos dois submarinos não sofreu qualquer alteração relativamente ao seu valor de adjudicação, embora (...) a configuração dos submarinos tenha sido degradada".

Buraco milionário nos submarinos
Portugal corre sérios riscos de perder 705 milhões de euros em contrapartidas da compra dos submarinos alemães.
 
Quando falta menos de um ano para terminar o contrato de contrapartidas dos submersíveis, a Ferrostaal tem ainda por executar projectos no valor de 828 milhões de euros. Como a indemnização por incumprimento do contrato é de apenas 121 milhões de euros, relativa a 10% do total de contrapartidas de 1,21 mil milhões, Portugal pode perder 705 milhões de euros. O Ministério da Economia, que tutela as contrapartidas com o Ministério da Defesa, reconhece que a execução deste contrato está parada desde o final do ano passado.

Dado o desentendimento com a Ferrostaal, o Governo, segundo o Ministério da Economia, "está a estudar medidas futuras que garantam a salvaguarda dos interesses do Estado português."

COMPRA EM INVESTIGAÇÃO
A aquisição dos dois submarinos está a ser investigada desde 2005 pelo Departamento Central de Investigação e Acção Criminal. Foi a partir desta investigação que foi aberto um inquérito às contrapartidas dos submersíveis, que está em julgamento.
 
Na Alemanha os vendedores de submarinos "do" Paulo Portas já estão acusados de ter oferecido 62 milhões de euros em luvas para convencer os portugueses e os gregos a comprar os luxuosos submarinos. Onde estará tanto dinheiro? No bolso de quem? 
Se os alemães já desvendaram a parte deles, era suposto estar o caminho aberto para apanhar e acusar os portugueses que receberam, não?
 
Assistimos, neste enredo, a apenas mais uma amostra para que todos possamos entender porque razão o estado gasta 130 milhões de euros em helicópteros, 5 milhões de euros em tanques e 35 milhões de euros em submarinos.. 
Apesar de todos enfiarmos a cabeça na areia e fingir-mos que não sabemos de nada, os negócios do estado têm a liberdade de enveredar por estes meios ... Luvas para incentivar os nossos políticos a esbanjar o erário público mesmo que não seja preciso comprar submarinos ou mesmo que sejam demasiado caros. E Paulo Portas, como é generoso, ainda deu mais 30 milhões do que devia.
 
Estes negócios obscuros foram realizados no mandato do Durão Barroso como PM e Paulo Portas como Ministro da defesa. O dinheiro saiu da origem e já foi provado, mas em Portugal tardam a julgar os criminosos receptores. 
 
Mais grave ainda é que, segundo alguns, existia ainda a hipótese de recuar no negócio por incumprimento de clausulas do contrato, e recebermos 1.000 milhões de euros, mas os nossos "irresponsáveis" governantes tinham muitos euros já no banco das "luvas", não lhes convinha nada perde-los, recuando. Noticia sobre a hipótese de recuar num negócio despesista e corrupto.
 
Noticia sobre a investigação dos submarinos... Na ALEMANHA. Porque em Portugal é um silencio tranquilo
"O Ministério Público de Munique acusou dois ex-quadros da empresa alemã Ferrostaal do pagamento de mais de 62 milhões de euros em «luvas» para garantir encomendas de submarinos de Portugal e da Grécia.Os dois acusados, são um antigo membro do conselho de administração e um ex-director da empresa.Os investigadores também pediram ao tribunal que a Ferrostaal seja citada no processo criminal, o que permitirá confiscar os lucros obtidos pela empresa com as vendas. Entretanto, a 25 de Janeiro deste ano, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Carlos Alexandre, decidiu levar a julgamento os nove arguidos no caso dos submarinos/contrapartidas.​
 
Os arguidos estão todos acusados, em co-autoria, de falsificação de documentos e burla qualificada.Os portugueses acusados são José Pedro Sá Ramalho, Filipe Mesquita Soares Moutinho, António Parreira Holterman Roquete, Rui Moura Santos, Fernando Jorge da Costa Gonçalves, António Lavrador Alves Jacinto e José Mendes Medeiros.A par do caso das contrapartidas, o DCIAP continua a investigar o processo principal relacionado com a compra de dois submarinos à Ferrostaal."
 
Os Ministros são isentos de culpa? Eles não são os responsáveis superiores pelo que se faz no seu ministério?
Os alemães já condenaram os que pagaram as luvas, já fizeram mais de metade do trabalho de investigação, pois se provaram que as luvas foram pagas, à justiça portuguesa só falta descobrir quem as recebeu... no entanto é esta pasmaceira... São promovidos, são eleitos e o saque continua. 
 
Este é outro exemplo de como esbanjam o nosso dinheiro. 
Não há dinheiro que chegue para tanta anarquia, tanta liberdade para esbanjar... tanta impunidade para continuar... 
E eles andam ai...nas calmas... no poder... Paulo Portas... glorioso brilha no seu poleiro, Durão Barroso homem de confiança, Cavaco Silva Presidente... 
 
Somos os maiores ... a consentir a apoiar a impunidade, a corrupçao, a destruiçao dos nossos impostos... 
 
Continuamos a votar neles.... e A PÁTRIA AGONIZA

"Nome de Durão Barroso envolvido no negócio dos submarinos por investigação alemã.

A revista alemã Der Spiegel deu conta de uma investigação judicial alemã ao contrato de entrega de dois submarinos a Portugal que envolve o nome de Durão Barroso em actos ilícitos. 

Segundo a revista, a investigação revela que um cônsul honorário português teria alegadamente conseguido arranjar uma reunião para a empresa concorrente ao negócio, a Ferrostaal, com o então primeiro-ministro Durão Barroso, durante o Verão de 2002.

A administração da empresa alemã terá ficado de tal forma impressionada com a "influência" do cônsul que o contratou em Janeiro de 2003 como consultor, tendo este chegado a receber mais de milhão e meio de euros, o que poderia constituir uma violação dos seus deveres de diplomata.

De acordo com o relatório de investigação citado pela Der Spiegel, os subornos alegadamente pagos incluiriam ainda um contra-almirante português, que terá recebido um milhão de euros, num acordo de consultoria. A investigação chegou ainda a uma firma de advogados portuguesa, que, além de poder ter ajudado o contrato a pender para a Ferrostaal, terá também sido paga para "apagar o rasto de dinheiro" usado para subornar "decisores no Governo português e na Marinha".

A investigação alemã, que resultou já numa detenção de um dos membros da administração da Ferrostaal, inclui suspeitas de subornos não só em Portugal, mas também em contratos navais na Colômbia e na Argentina, onde um membro do Ministério da Defesa teria sido subornado num negócio de equipamento da Guarda Costeira."

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Inteligência, para que te quero

Inteligência, para que te quero
PROCIDADE

Eu sei que é difícil definir inteligência, tanto mais que a inteligência são as capacidades do cérebro "racional" cruzadas com o nosso carácter e temperamento, ou aquilo a que Hobbes chamava "as paixões" (e por isso se refere tantas vezes o quociente emocional de/da inteligência). São vários "tipos" de inteligência, que exercemos em subordinação a motiles que muitas vezes nem conhecemos/percebemos ou nem fazemos questão de conhecer e ou perceber.

O Juiz Carlos Alexandre é um homem Inteligente. De uma inteligência paciente, persistente, metódica e programada. A profissão que tem "educou" essa inteligência para o calculismo, isto é, antecipação de cenários, programação dos actos e diligências, uma visão prospectiva levada depois à ação através de medidas pensadas, ponderadas. Não é um homem lido, não é um homem culto e muito menos é um pensador, um ensaista, um intelectual [1]. Mas é, inquestionavelmente um homem inteligente. De resto, se o não fosse, não estaria a desempenhar as funções que desempenha. Por outro lado, conhece bem as Leis. Então, o que leva um homem inteligente a tornar pública uma estupidez?...

Sobre o dever de reserva, diz (e isto não é tudo o que diz) o Estatuto dos Magistrados que "...o dever de reserva abrange, na sua essência, as declarações ou comentários (positivos ou negativos) feitos por todos os juízes, envolvendo apreciações valorativas sobre processos que têm a seu cargo...". 
Não há escamoteamento possível, há nas declarações do Magistrado comentários que incluem uma  valoração negativa  - apreciação valorativa - sobre um comportamento de um cidadão arguido num processo que o Magistrado tem na sua mão e sob a sua gestão. Mais e pior, esse comportamento que, subsumido à lei em sentido particular e concreto constituiria um ilícito penal, por agora está meramente indiciado, isto é, o arguido é dele suspeito, mas nem sequer ainda acusado, quando mais condenado e com sentença transitada em julgado.

Quem viu a entrevista pode constatar que o Juiz não é tolo; terá outros pecadilhos (ou vicissitudes, para usar uma palavra que ele tanto usa e com uma extraordinária polivalência/polissemia), mas não é tolo. Sabe que não está meramente a configurar representações gerais e em abstracto que de alguma forma passaram para o senso comum ou o consciente colectivo. Então, o que leva este homem inteligente a - quase deliberar - tornar pública esta estupidez?...

Eu tenho a minha teoria explicativa - que vale o que vale - e que "se divide em duas ordens de razões" (para usar mais uma expressão do Magistrado):

A primeira, Carlos Alexandre está cansado do Ticão. É altura de sair dali, de passar a pasta mas, e como ele como o próprio confessou, não tem condições para ascender na carreira de Magistrado. É que em vez de ler, de estudar, de se cultivar e crescer como magistrado e para a magistratura - e poder almejar as instâncias seguintes na hierarquia - optou por tomar para si e como mote a alegoria de Chaplin no filme "Tempos Modernos" (ou para os que não conhecerem esta alegoria, levou demasiado à letra a "bondade" da atitude da formiga na fábula de La Fontaine): fez mais, e muito, e durante muito tempo, a mesma coisa, para ganhar horas extras e fazer face aos "créditos hipotecários" e outras despesas da vida que, como cidadão livre que é, escolheu para si. Mas agora está atrasado para subir, como ele próprio reconhece, tem muitos à sua frente. Para sair do Ticão terá que ir para outro Tribunal e fazer o que ele próprio chamou de Clínica Geral.;

A segunda, é que tudo indica e em crescendo que a plural Magistratura que tanto se engalfinhou em Sócrates, alardeando e mediatizando o caso para lá do minimamente tolerável, que antegozou uma despropositada e pouco republicana jactância, parece estar condenada a uma saída de sendeiro. A cada passo prometem uma acusação apocalíptica e tudo que se vê a seguir é o alargamento da operação Marquês ao Saldanha, às Avenidas Novas, ao Campo Grande,  a Sete Rios, à Margem Sul mas parir, parir... nem um rato E nestas circunstâncias, que jeito que daria um daqueles castigos que normalmente são aplicados aos Magistrados, uma promoção par ao lado, isto é, ser transferido: Eu não concluí porque não me deixaram, mudaram-me de sítio" e quem vier a seguir, que feche a porta e o inquérito!

Vamos ver é se o CSdaM "morde o isco"...

[1] “Sou um grande cultor da lei moral de Kant: age de uma forma tal que queres que outros ajam em relação a ti da mesma maneira”.
Ora a Lei de Kant, nem é "moral", nem é esta. Esta é uma Lei moral dos Fariseus e que o próprio Jesus Cristo tornou sua ao longo do seu processo de cisão com o Judaísmo. A Lei de Kant é "Ética", chama-se "Imperativo categórico", vai muito além da "relação com o outro" e tem a seguinte formulação:
- Age de forma tal que a máxima da tua acção possa ser/seja Lei Universal...
De resto, a menos que se trate de Direito Canónico, choca-me que se invoque a Moral ou se chame a Moral a coadjuvar as discussões e ou juízos de Direito, mas isso é matéria do que chamo Sincresia Normativa Oculta e que não vou discutir aqui.
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Outras publicações:





Francisco Louçã

12 de Setembro de 2016, 08:22

Por


Ainda bem que o juiz Carlos Alexandre deu a entrevista que não devia ter dado: http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/09/12/ainda-bem-que-o-juiz-carlos-alexandre-deu-a-entrevista-que-nao-devia-ter-dado/

4 DE SETEMBRO DE 201600:00; 
Paulo Baldaia 






Um juiz baralhado: http://expresso.sapo.pt/blogues/opiniao_daniel_oliveira_antes_pelo_contrario/2016-09-12-Um-juiz-baralhado


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Antes a vida privilegiada dos Operadores de "Call Center", será?...

Antes a vida privilegiada dos Operadores de "Call Center", será?..
PROCIDADE

IRRA!...que o que é demais, já é mais que erro:

Na minha opinião - e reclamando o direito a tê-la - aos professores falta capacidade de autocrítica: Não se chegou a este estadio "sem" os professores ou "contra" os professores, Os professores "também" são sociedade e comunidade e nessa medida têm muitas responsabilidades nesta (in)evolução da educação como facto social. E não me refiro a aspectos mínimos ou comezinhos como, por exemplo, professores da Escola Pública que colocam os seus filhos em escolas / colégios privados nas grandes cidades (espírito de "casta") ou ainda o sem número de professores que a partir dos cinquenta e picos anos passa a estar de atestado "permanente" (ainda que estes aspectos "comezinhos" sejam igualmente importantes, são muitos/as que assim procedem, a comunidade conhece-os/as e isso (também) os/as desacredita como grupo sócio-profissional e enquanto classe de funcionários públicos.
Refiro-me à demissão dos professores da participação como um dos principais agentes na mudança/reforma das políticas educativas, na formação contínua dos professores, na ligação à comunidade, etc. e "isto" continuará a involuir, enquanto se mantém este diálogo de surdos (logo, esta série de monólogos") como o é esta notícia de hoje: 
- "tomamos conta dos filhos deles por 18 anos e não nos valorizam". Que falácia! 
Depois do jardim de infância e da Pré-Escolar, passando ainda um pouco pela Primária/Ensino Básico, os professores "tomam" realmente conta dos filhos de alguém?... Ah, sim, claro, os professores "tomam" conta" todos em geral, mas nenhum em particular: entrar numa sala de aulas, dar uma aula "magister dixit" e sair ao cabo de 50 minutos para o local "vedado" aos alunos que são as "salas dos professores" não é "tomar conta" dos filhos de ninguém, não é sequer, formar com os alunos uma "comunidade letiva", quanto mais "tomar conta" deles . Em 50 anos, passamos de uma dimensão comunitária, "local", em que todos se conheciam dentro e fora da escola e os pais tinham tempo diário para os filhos, para esta dimensão agigantada e despersonalizada e onde abundam as "bolsas de vazio" de toda a ordem. E o que mudou nos métodos letivos?...
Na Escola Pública, nada: o professor mercenário vai dar a sua hora de 50 minutos por conta das (até) 22 que tem que "dar" por semana. Entretanto, "de quem são" os alunos que a cada ciclo de 60 minutos são passados "de mão em mão", quem "toma conta" deles, de facto?...
Uma Educadora de Infância ou uma Técnica de Educação da Pré-Escolar podem dizer "tomamos conta deles e não nos valorizam" porque é rigorosamente verdade. 
Um/a professor/a do Ensino Básico ainda pode dizer que "toma conta", embora seja - infelizmente - cada vez menos verdade porque de facto já trabalha por "blocos letivos" de duas horas e no "recreio", quem "toma conta" é a Auxiliar (a "empregada").
Mas nos 2º, 3º ciclos e secundário, são os alunos que tomam conta uns dos outros, para o bem e para o mal e para o melhor e para o prior (aliás, estas 'bolsas de vazio' são também o espaço do buliyng). 
E é aqui que os/as escolas/colégios privados fazem a diferença (e eu sou e gostaria de continuar a ser defensor da Escola Pública): apesar de se manter o modelo letivo INADEQUADO "monodisciplinar por fraçoes" de 50 minutos, ALGUÉM COM ROSTO "está com" os alunos e humaniza e pessoaliza a escola, identifica-os com, cria para os alunos um "grupo de pertença".
Em 1971 foi publicado em Portugal o livro de Evan Hunter "Sementes de Violência" que relatando factos sociais na educação de cidades em vias de massificação escolar, alertavam para os perigos desse fenómeno os/as educadores de países em desenvolvimento, como o nosso (a Escola de Massas, em bom rigor, está entre nós desde o 25 de Abril de 1974). E ao cabo de 40 anos em que - também cá - se assistiu à massificação escolar e à secularização dos fenómenos de que agora se queixam os professores, pergunto: Quantos/as professores/as e responsáveis pelas políticas educativas leram - por exemplo - este livro, ou "como um romance" de Pennac, ou outros que não estão nas "leituras curriculares"?...
A Surpresa para mim é que mesmo professores do quadro disciplinar das "Humanidades" (as antigas "letras") são parcos em leituras, ficam-se pelo "manual escolar".
Para poderem dizer que "tomam conta deles " (pelo menos) 15 anos, reivindicam um modelo de ensino diferente, mais grupal e por seminários, pelo menos até aos e 3ª Ciclos. "Vivam" na escola e com a turma, como acontece na Jardim e Infância, na pré-escolar e ainda no 1º Ciclo. Esse modelo do professor "monodisciplinar" por blocos. de professor "visitante" que ministra a aula na sala X, será aceitável a partir do 3º ciclo e na Universidade.
É incompreensível - e, porventura, intolerável - que década a década as coisas piorem e a única coisa que aumenta são as reclamações opostas de pais vs professores.
Concluindo, se os professores usassem o seu poder reivindicativo - que é incomensurável quando comparado com o de outras classes/grupos sócio-profissionais [1] - para MUDAR MAIS O/NO ensino, todos, incluindo os professores, teríamos muitas menos "razões de queixa"...

[1] - poder reivindicativo, privilégios de casta e de "grupo especial à parte":
- se um/a recém-licenciado/a conclui uma licenciatura da "via de ensino", passa a ser "um professor no desemprego";

- mas o recém-licenciado em fiscalidade, contabilidade ou gestão; engenharia ou biologia, é apenas um desempregado licenciado;
- são frequentes e recorrentes as notícias sobre o cansaço, a desilusão e não sei o que mais dos/as professores/as;
- há muitos grupos sócio-profissionais onde esses níveis de exaustão e desilusão são incomparavelmente maiores, trabalham num padrão de 50 horas semanais, têm um regime de férias que equivale ao regime dos feriados dos professores - ah! e as férias dos professores?... quem não queria o regime de férias dos professores da escola pública? - mas aguentam, porque não são "classe" e não têm poder reivindicativo; e porque não são "classe", ninguém fala deles;

- é elevadíssimo o número de profissionais da PSP e GNR  - cuja remuneração é de cerca de um terço das dos professores - que se suicidam nos quartéis e nas camaratas, por não aguentarem mais;

- e proporcionalmente, é maior o número de professores que recorre ás baixas plurianuais, mantendo o vencimento e apenas deixando de receber o subsídio de alimentação... por não aguentarem mais;

e são apenas dois dos muitos "mosaicos" possíveis sobre a igualdade e a "coesão social"..


ENTREVISTA




“Confiamos-lhes os nossos filhos durante 18 anos”, mas não os valorizamos

Três perguntas a Joaquim Azevedo, coordenador do inquérito As preocupações e as motivações dos professores.
Joaquim Azevedo gostava de saber "porque é que a sociedade portuguesa e os seus dirigentes políticos não valorizam os professores" RENATO CRUZ SANTOS


Escreve em As preocupações e as motivações dos professores, o seguinte: “É como se um pessimismo endémico tivesse tomado conta da educação escolar.” Pessimismo (e também insatisfação) que é maior entre os inquiridos no ensino público do que entre os do privado. Como explica isto?
As diferenças podem explicar-se por vários motivos: no sector privado há, tendencialmente, mais estabilidade das equipas docentes, uma vinculação diferente ao projecto da escola..."

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Neoliberalismo = Fascismo

colhido em/copiado de

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/04/o-neoliberalismo-e-um-fascismo_12.html

Um Blog a visitar!
12/04/2016

"O Neoliberalismo é um Fascismo

Este é um excelente texto escrito por Manuela Cadelli, Presidente da Associação Sindical dos Magistrados Belgas, publicado no site belga Le Soir. Apesar de conter algumas referências à Bélgica (poucas), julgamo-lo como sendo perfeitamente universal, e um retrato de muito que se passa um pouco por todo o mundo. Esta versão em português é uma tradução do RiseUp Portugal.

O Neoliberalismo é um fascismo
O liberalismo foi uma doutrina produzida da filosofia das Luzes, tanto politica como económica, que tinha como objectivo impor ao Estado a distância necessária para o respeito das liberdades e o começo das emancipações sociais. Ele foi o motor do nascimento e da ascensão das democracias ocidentais. O neoliberalismo é essa economia total que ataca cada esfera das nossas sociedades a qualquer instante da nossa época. É um extremismo.

O fascismo define-se como a sujeição de todos os elementos que compõem um Estado a uma ideologia totalitária e niilista.

Eu afirmo, que o neoliberalismo é um fascismo porque a economia sujeitou os governos dos países democráticos, como também cada um dos fragmentos do nosso pensamento. 

O Estado, está agora ao serviço da economia e da finança, que o tratam como um subordinado, explorando-o até ao ponto de por em risco a preservação do bem comum.

A austeridade tão desejada nos meios financeiros transformou-se num valor superior que substituiu a política. Sucede que "fazer poupanças" tornou-se uma maneira de evitar qualquer outro objectivo público. O principio da ortodoxia orçamental é de tal ordem, que quer mesmo que seja inscrito na Constituição dos Estados. A noção de serviço público é ridicularizada. O niilismo que agora decorre permitiu mesmo anular o universalismo e os valores humanos mais importantes: solidariedade, fraternidade, integração e o respeito de todos pelas diferenças. Até mesmo a economia clássica tem dificuldades em se realizar. O trabalho era antes um factor de procura e por isso os trabalhadores eram respeitados; a finança internacional fez do trabalho uma variável simples de ajustamento.

Deformação do real

Todo o totalitarismo é primeiro uma desvirtuação da linguagem e assim, como no romance de Georges Orwel, o neoliberalismo tem a sua novilingua e os seus elementos de comunicação permitem deformar o real. Assim, qualquer corte orçamental releva actualmente da modernização dos factores atingidos. Os mais desmunidos deixam de poder pagar cuidados de saúde e renunciam ir ao dentista? Esta é a modernização da Segurança Social. A abstracção domina o discurso público para evitar as implicações sobre o ser humano. Assim, tratando-se de refugiados, torna-se imperativo que o seu acolhimento não crie novas despesas que as nossas finanças não possam assumir. Como acontece com certas pessoas classificadas de "assistidas" porque dependem da solidariedade Segurança Social.

Culto da avaliação

O darwismo social domina e obriga todos e cada um às mais severas prescrições em matéria de performance: enfraquecer é falhar. Os nossos fundamentos culturais são subvertidos: todo o postulado humanista é desclassificado ou desmonetarizado porque o neoliberalismo tem o monopólio da racionalidade e do realismo. Margareth Thatcher indicou-o em 1985: "Não há alternativa". Tudo o resto é mera utopia, irracionalidade e regressão. As virtudes do debate e da conflitualidade são por isso desacreditadas, uma vez que a História é regida por um imperativo denecessidade.

Esta sub-cultura oculta uma ameaça existencial que lhe é própria. A ausência de performance condena ao desaparecimento, e ao mesmo tempo cada um é acusado de ineficácia e constrangido a justificar-se por tudo. A confiança foi quebrada. A avaliação reina, e com ela a burocracia que impõe a definição e a procura do excesso de objectivos e de indicadores, aos quais nos devemos conformar. A criatividade e o espírito crítico são oprimidos pela gestão. E cabe a cada um a mea-culpa pelos desperdícios e inercias de que é culpado.

A justiça negligenciada

A ideologia neoliberal produz uma normatividade que faz concorrência às leis do parlamento. Desta maneira o poder democrático do direito fica comprometido. Para evitar a concretização que representa as liberdades e os direitos adquiridos, evitando pela mesma ocasião os abusos que impõem, o direito e o procedimento jurisdicional são a partir da agora encarados como obstáculos. Assim como o poder judiciário, que susceptível de contrariar as linhas deste pensamento deve ser dominado. 

Até a justiça belga é sub-financiada; em 2015 ela era a última de um ranking europeu que incluía todos os estados situados entre o Atlântico e os montes Urais. Em dois anos, o governo conseguiu tirar-lhe a independência que a Constituição lhe tinha conferido no interesse do cidadão, para ele poder ter o papel de contra-poder. O projecto é forçosamente este: que deixe de haver justiça na Bélgica.

Uma casta acima de outros

No entanto, a classe dominante não se auto administra a mesma dose que prescreve aos outros cidadãos comuns, porque a austeridade bem gerida começa pelos outros. O economista Thomas Piketty descreveu-o perfeitamente no seu estudo sobre as desigualdades e o capitalismo no século XXI. Apesar da crise de 2008 e as evocações éticas que se seguiram, nada se passou para civilizar os meios financeiros e os submeter às exigências do bem comum. Quem pagou? As pessoas comuns, vocês e eu. E enquanto o Estado belga consentiu em 10 anos prendas fiscais de 7 mil milhões às multinacionais, o cidadão comum viu ser-lhe negado o acesso à justiça, através duma sobretaxa (aumento dos custos de tribunal, e aumento de 21% dos honorários do advogado). A partir de agora, para obter uma indemnização, as vítimas de injustiça têm que ser ricos. Isto num país onde o número de cargos públicos desafiam todos os standards mundiais. 

Neste sector particular, não existe avaliação nem estudos relativos aos custos de privilégios. Um exemplo: trinta anos depois do federalismo, a instituição provinciana sobrevive sem que ninguém possa dizer para que serve. A racionalização e a ideologia gestora ficaram paradas à porta do mundo politico.

O ideal da segurança

O terrorismo, outro niilismo que revela as nossas fraquezas e a nossa cobardia na afirmação dos nossos valores, é susceptível de agravar o processo, permitindo em breve justificar todos os ataques às liberdades, à contestação, comjuizes classificados de ineficazes, diminuindo ainda mais a protecção social dos mais desmunidos, sacrificada a este "ideal" de segurança.

A salvação por aliança

Este contexto ameaça, sem alguma duvida, os fundadores das nossas democracias, mas por isso mesmo condena ao desespero e desencorajamento? Certamente que não. Há 500 anos, no auge das derrotas que fizeram cair a maior parte dos estados italianos, impondo-lhes uma ocupação estrangeira de mais de três séculos, Nicolas Maquievel exortava os homens virtuosos a enfrentar o destino e, face à adversidade dos tempos, preferir a acção e a audácia do que a prudência. Por mais que a situação seja trágica, mais ela pede acção e recusa "o abandono".(O Príncepe,capitulos XXV XXVI).

Essa lição impõe-se de forma evidente à nossa época, na qual tudo parece comprometido. A determinação dos cidadãos profundamente ligados aos valores democráticos constitui um inestimável recurso que, pelo menos na Bélgica, ainda não revelou o seu potencial de mobilização e o poder de modificar o que é inelutável. 

Graças às redes sociais e à liberdade de expressão que estas facilitam, cada um pode agora se manifestar particularmente no seio dos serviços públicos, nas universidades, no mundo estudantil, na magistratura e nos tribunais para levar o bem comum e a justiça ao seio do debate público e ao seio da administração do Estado e dascomunidades. 

O neoliberalismo é um fascismo. Deve ser combatido e um humanismo total deve ser restabelecido."

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O princípio ético "contra mim mesmo falando"


                                    "quem distingue ou separa as 'éticas' numa 'ética para a vida', uma ´'ética para os negócios', uma                                         'ética para a profissão', acaba, irremediavelmente, por nem ter nem praticar ética nenhuma". Zef,VR
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O princípio ético "contra mim mesmo falando"

Manuel Fernandes, 52 anos, advogado de Coimbra, deu entrada da participação  - queixa - contra os jornais que publicam anúncios de publicidade ("venda") da prostituição eainda contra (os) Magistrados que se recusaram a aplicar a Lei.
Antes de mais, há que felicitar o Dr. Manuel Fernandes, pela coragem e ousadia e desejar que não (se) deixe o Estado fora disto porque esta é (mais) uma das Leis que os Senhores Juízes aplicam apenas a gosto ou a "rogo" e que o próprio MP trata de forma dúbia.
Não é possível não dedicar ao Advogado Manuel Fernandes a atenção e o apreço que a sua atuação merece, até porque são atos destes que nos restauram a confiança que se vai perdendo na advocacia e nos advogados.
As motivações, o "como isto começou" ou " o que o impulsionou" não só não diminui, como até acrescentará até dimensão ética aos seus atos:
             - As coisas, as situações, chega-nos de múltiplas formas; seja porque no-las trouxe um vizinho ou um cliente, seja porque fomos testemunha circunstancial, seja porque somos nós os envolvidos. O importante eticamente é o que a seguir vamos fazer com isso.
Ora no caso de Manuel Fernandes, esse é talvez um dos aspetos que mais valoriza  os seus atos, além de lhe conferir acrescida coragem. Quando quem, como eu, sexagenário, já há décadas que não regista esse escrúpulo ético que normalmente era traduzido na frase "e eu contra mim falo", não assiste indiferente a quem, sem medo de se expor, lança mão desse escrúpulo e diz algo que se pode (re)formular assim: "Contra mim mesmo falando, comete crime de lenocínio quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar a prostituição".
Aliás, Manuel Fernandes foi condenado numa manifesta interpretação fundamentalista e "direcionada" da lei, porque a sua profissão é a de advogado. Apenas porque será proprietário de um ou mais apartamentos, alugou-a(s) e manteve-os alugados mesmo depois de saber que as inquilinas se prostituíam. E isto sim,  é que (nos) assusta nos "aplicadores" da Lei, porque a aplicam de forma tão ou mais discricionária de que aquela com que os pistoleiros do Far West usavam o seu Colt 45. A lei positiva e vigente não é nem pode ser uma calibre 45 à cintura de Magistrados.
Assim - e mais uma vez - bem haja o Advogado Manuel Fernandes pela sua coragem e porque nos  trás de regresso um dos mais importantes desideratos éticos: mesmo se contra mim falo!



Advogado acusa jornais de lenocínio e magistrados de não aplicarem lei