Não apenas a corrupção económica ou enquanto ilícito criminal mas à corrupção em sentido amplo, total e até filosófico; tudo o que corrompe os valores éticos e jurídicos sociais/societais. Igualmente, referimo-nos à Justiça lato sensu, à do judicial/judiciário mas também à política (contributiva e distributiva) e social e bem assim, à "distribuição" igualitária da cidadania e da dignidade. Outros 'blogs': http://procidade.blogspot.com/ http://ardinarices.blogspot.com/
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Livros - O Lado Negro do Bom Nome
Dias, Luis. O Lado Negro do Bom Nome:para empregados, desempregados, juristas e empresários. Edições Esgotadas, Moimenta da Beira. 2012
"Qual é o lado negro do bom nome? É a capacidade de gozar de boa reputação sem a ter. Mantê-la com a ajuda da Justiça e das instituições reguladoras nacionais depois de ter coleccionado actos ilícitos e fraudulentos..."
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Livros - O Lado Negro do Bom Nome
Real, Miguel . Nova Teoria do Mal. D. Quixote, Lisboa. 2012
"...recentemente, um ministro ofereceu-nos um perfeito exemplo da tese sobre a banalidade do mal de Hannah Arendt. Suportado num documento programático...assinado pelo Governo português com instâncias financeiras e políticas internacionais, apresentou um documento legal que, na prática, inibe a possibilidade de um número superior de transplantes nos hospitais públicos, o que significa, segundo uma técnica superior que de imediato se demitiu, que -haja doentes que se podem salvar mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas- (Público, 3/9/11).
Ou seja, o ministro, certamente homem de existência a mais normalizada, sem comportamento desviante, de registo criminal impoluto, porventura frequentador dos concertos Gulbenkian ao fim da tarde, o marido mais amoroso, o pai mais extremoso, o crente mais devoto, o colega mais gentil, o cidadão mais pacífico e cumpridor, sente-se habilitado, como Adolf Eichmann, a cometer os actos mais violentos e bárbaros desde que a sua acção se encontre legitimada por um sistema social e político ou uma teoria filosófica ou religiosa: é a «banalidade do mal» prosseguida por homens normais, sem aleijões psíquicos, entorses sociais de infância ou traumas psicanalíticos. A acção deste ministro evidencia-se hoje como a face do mal - homens «bons», no Governo, na direcção de grandes empresas, de grandes instituições, praticam o mal com o à-vontade próprio de quem está praticando o bem."
p.p. 11 e 12
sexta-feira, 31 de maio de 2013
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