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sábado, 29 de junho de 2019

O Banco (Re)Público e a Ética Republicana

Rúbrica: "É fartar, Vilanagem"
(atrb a Álvaro Vaz de Almada, Sec. XV)
 

Que estranha ética:

então se os ''lucros'' dão prémios, não deveriam os prejuízos dar aso a ''desprémios"?...



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Afinal, a CGD é (como) um organismo público porquê?...


Afinal, a CGD é (como) um organismo público porquê?...
PROCIDADE

O que infelizmente continua a acontecer em relação “àquela” administração, a exploração desta gincana política, deste fait divers, uma atuação incendiária para colher dividendos políticos míseros, um matar apenas para comer que desestabiliza dentro e fora da CGD e que a nós, os governados, nos angustia e nos revolta, demonstra uma completa falta de cuidado, para não dizer indiferença, diante da governação do país e dos problemas dos governados e é uma absoluta falta de respeito por quem contribui e pelo erário que tempestivamente lhes paga o que ali estão a auferir: Os deputados custam (nos) muito dinheiro e o mínimo que deles esperaríamos seria uma governação pela positiva e não aquilo a que se assiste: sustentados pelo dinheiro que todos pagamos, o que procuram diária e sistematicamente é assegurar as suas “vitórias de pirro” partidárias e, consequentemente, privadas ou particulares. É um espetáculo deplorável e sintomático do que vale esta geração de “políticos”, que nem “trás de casa” nem adquiriu consciência, maturidade e responsabilidade social, sentido de Estado e respeito pela (parca) Democracia Representativa.

Espera-se dos deputados da nação notório saber sobre as matérias em que se envolvem e honestidade intelectual e empenho para promover as medidas que se apresentem necessárias para que tenhamos uma legislação coerente e adequada, por exemplo, e não entrar nesta corrida hipócrita e até obscurantista, como se todos nós, os que meramente elegemos, fossemos um rebanho de papalvos e ignorantes.

O quer deveria definir um organismo público teria que ser o seu escopo e, consequentemente, a sua natureza; não a sua estrutura acionista. O Instituto de Segurança Social, as Administrações Regionais de Saúde, a AT, o IMTT, as Direcções-Gerais, etc. são organismos públicos cujo escopo é o desempenho e ou fornecimento das prestações que cabem ao Estado.

Ora ao atentar em tudo o que vem acontecendo com a tão polemizada administração da CGD que lideraria  António Domingues, tem-se a sensação de que desde o legislador que ao tempo legislou como legislou e se conforma, passando pelos deputados até aos demais políticos, se trata de um enorme exército de ignorantes que não faz a mínima ideia do que é a matéria sobre a qual tanto fala, tanto discute, tanto perora:

            - Afinal, a CGD é um organismo público porquê?...
                        1. A CGD não é a “Junta de Crédito Público” que existiu até 1876;
2. A CGD é um Banco e exerce, em concorrência com BPI, Santander Totta, BES/Banco Novo, MG-CEL e outros bancos, uma atividade comercial;
                        3.A GCD não presta qualquer tipo de serviço público, bem pelo contrário: mau grado a sua carteira de clientes ser a que integra mais pessoas de baixos rendimentos e baixos recursos (sem rebuço nem eufemismos, os mais pobres!), a CGD é o Banco que mais comissões, taxas e sobretaxas aplica aos seus clientes (a que tem o mais volumoso “preçário”) e é o banco onde as comissões por natureza, comparadas com a banca “privada”, são mais altas; como costumo dizer, é um banco severissimamente coimativo e a ser público o seu desiderato, não prescinde de um prefixo: é anti-público;
                        4. A CGD, enquanto Banco, está regulado e escrutinado pelas bastantes “autoridades”, em paridade com os sues concorrentes,
                        5. o mesmo sucedendo com os seus administradores;
4. Os trabalhadores da CGD não são funcionários públicos,  são funcionários bancários, trabalhadores do setor privado, com o mesmo estatuto dos demais trabalhadores do setor bancário e abrigados pelos mesmos regime e subsistema de saúde;

Então, volto a colocar a pergunta: a CGD está subordinada às regras de organismo público, porquê?...

Porque a sua estrutura acionista é o Estado (isto é, o dono é o Povo representado pelo Estado)?...
Acaso presta (como deveria) algum serviço público (necessariamente programático, programado e integrado) que a distinga dos bancos privados?...
é muita Ignorância, hipocrisia e demagogia pretender que isso  - e apenas isso - (a propriedade),faz da CGD um organismo público ou um banco público.
Ou eu estou completamente idiota, ou estão/são idiotas V/Excias, porque a circunstância do Estado deter uma parte ou o todo do capital de qualquer empresa e ou entidade comercial, isto é, com escopo lucrativo, não teria porque fazer dessa entidade um organismo público nem que submeter essa entidade às regras dos organismos públicos/que prestam serviços públicos. Se a única forma que o Estado encontra para escrutinar os seus interesses de acionista numa entidade de escopo lucrativo é dar-lhe estatuto de empresa pública, o Estado (i.e., quem legisla, quem administra, etc.) é inepto. E além de inepto, é hipócrita. E é hipócrita porque se conforma com este estatuto híbrido da CGD: pública num par de vertentes mas privada nas demais. Ora isto não é sequer matéria ideológica, é matéria de gestão / administração pura e simples e que deixa bem patente – também – a incompetência técnica de boa parte de V/Excias.

            Concluindo, dos deputados eleitos para a assembleia legislativa, nós, os eleitores, não esperamos (dispendiosos e pouco sérios) rally-papers mas sim medidas, incluindo as legislativas, que despolitizem o que não é político, a bem da seriedade, da transparência e da eficiência administrativas.

Projeto Cidade

sábado, 30 de julho de 2011

Quem os trava, quem os leva a tribunal???

 "USO&aABUSO"
“[...] a liberdade bancária – por uma errada aplicação da força especulativa, por um desvio originado na cobiça natural; desvio que a lei consente por abandonar à anarquia a organização do serviço de crédito, por o tornar dependente de uma especulação que, posta ao abrigo da ruína do crédito pessoal por meio do limite da responsabilidade, se torna desde logo em vertigem de empresas de jogo, e afinal de roubos [...] a agiotagem provocada por uma legislação excessivamente livre[…] capitalização excessiva por parte do Governo, que excedeu o que as forças económicas do país comportavam”…
Oliveira Martins - 1877

                                    "quem distingue ou separa as 'éticas' numa 'ética para a vida', uma ´'ética para os negócios', uma                                         'ética para a profissão', acaba, irremediavelmente, por nem ter nem praticar ética nenhuma". Zef,VR
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O presidente da Caixa Geral de Depósitos considera que as autoridades europeia devem reagir ao "ataque" da Moody's. Faria de Oliveira: descida do rating "é imoral e insultuosa"
06/07/2011 | 07:17 | Dinheiro Vivo
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera “imoral e insultuosa” a descida do ‘rating’ de Portugal anunciada na terça-feira pela agência de notação financeira Moody’s..."
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Faria de Oliveira ganha por ano na CGD uns módicos e moralmente aplaudíveis 372 mil euros/ano, antes de prémios e comissões...
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Desabafo de um reformado com uma reforma inferior a 500 euros após quase 50 anos de trabalho e de descontos. "O Salazar lá sabia tinha estes democratas na cadeia"...
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...temos pena, não nos lembramos do que sugeriu o Otelo quando regressou da sua visita a Cuba nos anos 70. De todo em todo, bastaria a cadeia. A de Salazar ou outra...

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Quem põe cobro nestes roubos, nestas extorsões em massa, quem os leva a tribunal???



domingo, 24 de julho de 2011

"É imoral e insultuoso" diz esta referência moral que preside à CGD

PROCIDADE

                                    "quem distingue ou separa as 'éticas' numa 'ética para a vida', uma ´'ética para os negócios', uma                                         'ética para a profissão', acaba, irremediavelmente, por nem ter nem praticar ética nenhuma". Zef,VR
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06/07/2011 | 07:17 | Dinheiro Vivo
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera “imoral e insultuosa” a descida do ‘rating’ de Portugal anunciada na terça-feira pela agência de notação financeira Moody’s..."
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que interessante, isto diz Faria de Oliveira que ganha por ano na CGD uns módicos e moralmente aplaudíveis 372 mil euros/ano, antes de prémios e comissões...
i.e., ganha só num ano - e antes de prémios, comissões e mais a futura reforma, tanto como ganhará em 45 anos consecutivos de trabalho um carpinteiro ou uma costureira...
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Num esquema propagandístico que faria inveja a certos regimes do passado, diz diz a Catarina sobre o que na verdade nos vai sendo... Furtado, que na caixa os benefícios crescem à medida que aprofunda o seu relacionamento com o Banco
e o que diz é a mais pura verdade, se falamos dos benefícios da Caixa e dos daqueles que para a mesma são nomeados. Aliás, bem poderia a Catarina dizer que”na caixa os benefícios crescem à medida que aprofundamos o nosso relacionamento com a sua conta”.
Mas para o titular da conta, não é verdade, bem pelo contrário: analisamos dois anos do extracto de conta de um estudante universitário e ficamos bem esclarecidos sobre os benefícios, quem beneficia e como e até onde pode chegar o aprofundamento do banco: nem as perfuradoras petrolíferas se mostrariam tão eficientes...

Sabendo-se que o dinheiro que cada pequeno depositante tem na sua conta à ordem é integrado numa série de instrumentos de “dinheiro desmaterializado” e eficazmente “aplicado” pelo banco numa pluralíssima série de operações de curtíssimo prazo e em seu (dele, banco) estrito benefício, é escandaloso e ultrajante como não só não reparta esses benefícios com os pequenos depositantes como ainda os tribute e puna quando impedem o banco de extrair esses mesmos lucxros a seu gosto e bel-prazer.


 Realizadas no regime de “Overnight”e assim fazendo jus à máxima que diz que “os negócios da noite são os que dão mais dinheiro”, quando por cá é noite e madrugada (ou dia e hora não útil para o banco), até em feijão e costeletas de porco ossadas e desossadas o banco investe esses saldos,  retirando dessa especulação chorudos proventos que não são para distribuir pelos clientes, mas sim pelo larguíssimo corpo de administradores e directores. É por isso que esta banca precisa que se aprofunde o relacionamento. Estes pequenos saldos do mosaico social que compõe as contas da CGD é tão ou mais valioso que a garimpa aurífera para o contratador dos garimpeiros: Que os estudantes, os reformados, a camada mais baixa do funcionalismo público, isto é, os mais pobres, lá deixem o seu parco dinheiro “à ordem” dela CGD, para esta investir, fundear, especular. Em paga, não só não dão, como aprofundam o comissionamento ao ponto de se cobrarem pela mais insignificante operação de uma comissão igual ou superior a 10% de um salário mínimo nacional. Por uma operação que dá menos trabalho e despesa que servir um café numa cafetaria!!!

Ao abrigo do tal preçário de 110 páginas que, supostamente, o cliente deve conhecer antes e que, afinal, nem os próprios funcionários conhecem... depois!

Na altura das graves crises financeiras (mormente a de 1876) no seio das quais nasceu a própria CGD, escrevia assim Oliveira Martins (DG de 28 Fev 1877):

“[...] a liberdade bancária – por uma errada aplicação da força especulativa, por um desvio originado na cobiça natural; desvio que a lei consente por abandonar à anarquia a organização do serviço de crédito, por o tornar dependente de uma especulação que, posta ao abrigo da ruína do crédito pessoal por meio do limite da responsabilidade, se torna desde logo em vertigem de empresas de jogo, e afinal de roubos [...] a agiotagem provocada por uma legislação excessivamente livre[…] capitalização excessiva por parte do Governo, que excedeu o que as forças económicas do país comportavam”…

Nesta altura já existia o Banco de Portugal mas não era estritamente regulador, antes concorria com os restantes bancos e casas bancárias.

Cento e trinta anos volvidos, o Banco de Portugal é estritamente regulador. E o que faz, o que regula, o que é que é diferente hoje em termos de especulação e “vertigens de casa de jogo e roubo op.cit) ”?...

E que moral e ética pratica hoje a CGD, que cultura financeira e responsável pratica o Banco que nasceu para equilibrar/ou sanar quer as más práticas e o quer o estado de coisas de há 130 anos?

Que responsabilidade histórica demonstra?...

Há semanas, o Presidente Faria da CGD, o “dono da cadeira”, patrão de directores e feitores continuamente nomeados e remunerados, modicamente remunerado com uns moralmente aplaudíveis 370 mil euros ano antes de prémios e comissões,  denunciava que o corte de rating da Moody’s como imoral e insultuosa.

Esta ordem não é gratuita, de facto antes da própria Lei há outra ordem de normas que rege a sociedade, as pessoas entidades e instituições, incluindo as bancárias: a moral. E segundo o presidente da CGD, atribuir uma dada classificação pode ser imoral ou insultuoso.

Mas nada encontra ou revela de censurável nas práticas da CGD quando em duas comissões inverosímeis “saca” sem aviso da conta de um jovem a alimentação de uma semana. Não são censuráveis estes impostos ocultos e obscuros praticados para fazer uma Política de Redistribuição de Riqueza Inversa (à semelhança dos governos neoliberais de agora ou de há bocado): tirar, a quem tem pouco, muito!,  para distribuir pelos “nomeados” que, tendo muito, o que recebem é sempre pouco...
Quem põe cobro nestes roubos, nestas extorsões em massa, quem os leva a tribunal???