Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta "Abacus". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta "Abacus". Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de julho de 2017

E para quem são então as penas efectivas, não é?!...

Contabilista condenado a pena suspensa por burlar empresa em quase um milhão de euros



O coletivo de juízes absolveu ainda no mesmo processo outros quatro funcionários que trabalhavam na empresa-mãe do grupo do ramo agropecuário e um gabinete de contabilidade, porque o tribunal "não ficou convencido" quanto ao envolvimento destes no caso.
Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente disse que o tribunal considerou provada a "essencialidade" dos factos que constavam do despacho de pronúncia.
O acórdão refere que o modo de execução dos crimes mostrou-se "hábil e engenhoso", de tal modo que "nem os membros dos órgãos sociais das sociedades assistentes nem os revisores oficiais de contas se aperceberam do mesmo, durante largo período de tempo".

Durante o julgamento, o arguido assumiu parte dos factos, mas disse que os seus atos eram do conhecimento da administração, um facto que, segundo juíza, "não resultou demonstrado", tendo sido até contrariado pelos administradores
 
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

São trapos, Senhor; e trapaceiros, também

“Operação Trapos Soltos”: 

Oito suspeitos detidos por lesar Estado em 15 milhões de euros

Lígia Simões -28 Nov 2016
Entre Entre os oito detidos estão dois advogados, três técnicos oficias de contas e dois empresários.
São suspeitos de crimes de fraude fiscal e burla tributária à segurança social em Braga.
Cristina Bernardo


A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, realizou hoje uma centena de buscas domiciliárias e não domiciliárias que levou à detenção de oitos pessoas e constituição de 20 arguidos entre pessoas singulares e empresas. O grupo desmantelado é suspeito de ter lesado o Estado em sede de IVA, IRC e contribuições para a Segurança Social, em mais de 15 milhões de euros.



Segundo a PJ, entre os detidos estão dois advogados – um dos quais o ex-diretor da delegação de Braga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) -, três técnicos oficiais de contas, dois empresários e um empregado de escritório.



Em comunicado a PJ, dá conta de que, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público (DIAP de Braga), foi realizada uma operação com vista ao desmantelamento de uma associação criminosa onde se indicia a prática de crimes de fraude fiscal qualificada, burla tributária contra a segurança social, burla qualificada, insolvência dolosa, corrupção e branqueamento de capitais.

“Foram realizadas cerca de uma centena de buscas domiciliárias e não domiciliárias e cumpridos oito mandados de detenção, em várias regiões do continente e ilhas, envolvendo elementos da Polícia Judiciária das Diretorias do Norte e do Centro e ainda dos departamentos do Funchal, Leiria e Vila Real e da ATA – Direção e Finanças de Braga e DGITA”, avança a PJ no âmbito da operação denominada “Trapos Soltos”.

A investigação foi desenvolvida pela PJ, com intervenção do Gabinete de Recuperação de Ativos na Diretoria do Norte, em equipa mista com a AT – Direção de Finanças de Braga.

Até ao momento, revela o comunicado, foram já apurados prejuízos para o Estado, em sede de IVA, IRC e contribuições para a Segurança Social, estimados em mais de 15 milhões de Euros.

Os detidos, sete homens e uma mulher, dois advogados, três técnicos oficiais de contas, dois empresários e um empregado de escritório, vão ser presentes às autoridades judiciárias competentes tendo em vista a aplicação de medidas de coação tidas por adequadas, tendo também sido constituídos como arguidos cerca de 20 pessoas, singulares e coletivas.

Em julho de 2011, Fernando Costa Salgado, ex-diretor da delegação de Braga do IGFSS, foi condenado a quatro anos de prisão pelo Tribunal de Famalicão, que deu como provado que o arguido, no exercício daquelas funções, se apoderou de 187 mil euros destinados ao pagamento de uma dívida ao Estado. O outro advogado detido é irmão de Fernando Costa Salgado."

domingo, 20 de novembro de 2016

A necrofagia amparada pela Lei...

... ou O C.I.R.E, a ciranda e os cirandeiros

18 Novembro, 2016 at 10:13

"Liquidatários da Argus julgados no Tribunal de Coimbra

Acusados de se apropriarem de mais de 400 mil euros pertencentes à massa falida, dois liquidatários judiciais da fábrica de cerâmica Argus vão ser julgados, a partir de segunda-feira, no Tribunal de Coimbra, pela prática do crime de peculato.
Os arguidos, de 79 anos e de 47 anos, naturais do distrito de Leiria, são suspeitos de praticarem um crime de peculato, quando atuavam como liquidatários judiciais no âmbito do processo de falência da Argus, entre 1995 e 2008.
O arguido mais novo, que tinha sido condenado em 2013 com uma pena suspensa de 18 meses num processo semelhante, é acusado de mais um crime de peculato, relativo à venda de um imóvel da massa falida."

sábado, 29 de outubro de 2016

Projectos de Investigação.. sem investigação

A esfera dos projectos de investigação de universidades/universitários lembra a o que se dizia ou alegava sobre as relações entre médicos, delegados de informação médica e farmacêuticas: é muito o que se alega, o que se diz em surdina, mas investigar, acusar, provar e condenar... é o "catano":

"...o próprio Tribunal de Contas identificou “1,2 milhões de euros dos quais não há documentos..."; e isto só na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra!!!

Acusado de desviar dinheiro da Universidade de Coimbra conhece hoje sentença

"Um economista acusado de desviar cerca de 400 mil euros da Universidade de Coimbra, entre 1997 e 2004, conhece hoje a sentença, no Tribunal de Coimbra.
O economista de 52 anos, que colaborou com a Universidade de Coimbra (UC), é acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de falsificação de documento, peculato e branqueamento em forma continuada.
No Tribunal, o arguido confessou a prática dos crimes de falsificação de documentos e peculato, justificando que não tinha experiência e que perdeu “o controlo da situação”.
Segundo o despacho do MP a que a agência Lusa teve acesso, o economista terá passado recibos verdes em nome da mãe, colocou em contas bancárias suas e do pai dinheiro de projetos de investigação, criou uma empresa fictícia à qual emitia ordens de pagamento e falsificou assinaturas.
O arguido, ao contrário da acusação, sublinhou que as suas contas e do seu pai não eram utilizadas com o intuito de branqueamento, mas para o pagamento de despesas não elegíveis relacionadas com os projetos de investigação ou para fazer adiantamentos a bolseiros, recusando ainda o valor de que é suspeito de desviar.
Com recurso à sua memória, o economista estima que se tenha apropriado de apenas 20 mil euros, entretanto devolvidos.
O economista frisou em tribunal que a utilização de contas bancárias pessoais já era recorrente no caso dos coordenadores dos projetos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, recordando que o próprio Tribunal de Contas identificou “1,2 milhões de euros dos quais não há documentos”."

Atualização:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/desvio-de-dinheiro/economista-desvia-dinheiro-da-universidade-de-coimbra-e-fica-em-liberdade

"
Um economista que colaborou com a Universidade de Coimbra, entre 1997 e 2004, foi condenado, esta quinta-feira, a cinco anos de prisão, com pena suspensa por igual período, por ter falsificado documentos e se ter apropriado de dinheiro.
De acordo com o Tribunal de Coimbra, que divulgou a sentença, ficou provado, durante o julgamento, que o arguido, conforme o próprio confessou, se apropriou indevidamente de dinheiro e que falsificou documentos, no âmbito do pagamentos de despesas, adiantamentos e bolsas relacionadas com projetos de investigação.
Ficou por demonstrar, no entanto, que o economista, de 52 anos de idade, tenha feito branqueamento de dinheiro, como sustentava o Ministério Público, disse o juiz durante a divulgação da sentença."