Não apenas a corrupção económica ou enquanto ilícito criminal mas à corrupção em sentido amplo, total e até filosófico; tudo o que corrompe os valores éticos e jurídicos sociais/societais. Igualmente, referimo-nos à Justiça lato sensu, à do judicial/judiciário mas também à política (contributiva e distributiva) e social e bem assim, à "distribuição" igualitária da cidadania e da dignidade.
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Contabilista condenado a pena suspensa por burlar empresa em quase um milhão de euros
Lusa
O coletivo de juízes absolveu ainda no mesmo processo outros quatro funcionários que trabalhavam na empresa-mãe do grupo do ramo agropecuário e um gabinete de contabilidade, porque o tribunal "não ficou convencido" quanto ao envolvimento destes no caso.
Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente disse que o tribunal considerou provada a "essencialidade" dos factos que constavam do despacho de pronúncia.
O acórdão refere que o modo de execução dos crimes mostrou-se "hábil e engenhoso", de tal modo que "nem os membros dos órgãos sociais das sociedades assistentes nem os revisores oficiais de contas se aperceberam do mesmo, durante largo período de tempo".
Durante o julgamento, o arguido assumiu parte dos factos, mas disse que os seus atos eram do conhecimento da administração, um facto que, segundo juíza, "não resultou demonstrado", tendo sido até contrariado pelos administradores
Urge fazer um "reset" nos estatutos desta Sociedade das Ordens.
Ora é na Ordem da Toga, ora é na Ordem da Espada / Bisturi, um surgimento e reiteração de atos ilícitos/ilegais e imorais que têm correspondência direta com o sentimento de impunidade que historicamente os estatutos das "Ordens" que integram lhes vêm consentindo.
Se numa sociedade moderna e democrática, as disposições dos estatutos só poderiam ser vistas/tidas como prerrogativas, o que acontece connosco que estamos a consentir que o sentimento seja o absolutamente inverso e que, sobretudo dentro da Ordem da Toga e da Ordem do Bisturi, o sentimento seja o de direitos plenipotenciários?..
Mais um membro da Ordem da Toga: Maria Antónia Cameira / Correio da Manhã
"Advogada burlou clientes de vistos gold em cinco milhões de euros...
Autor: equipa
13 julho 2017, 5:07
"A advogada Maria Antónia Cameira, com escritório no último andar de uma torre das Amoreiras, em Lisboa, foi detida esta terça-feira (dia 11) na sua casa em Cascais no âmbito de um processo em que fez para já seis vítimas, chineses e sul-africanos, que foram burlados em cinco milhões de euros na sequência de atribuição de vistos gold.
Segundo o Correio da Manhã, a advogada mostrava aos estrangeiros moradias de luxo à venda em Lisboa, Cascais e Torres Vedras e levava as vítimas ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), dando início aos processos de legalização.
Depois simulava a compra dos imóveis com o dinheiro das vítimas, através da falsificação de cadernetas prediais – como se tivesse feito a escritura de compra das casas e os imigrantes já fossem proprietários das mesmas –, e ficava com o dinheiro dos estrangeiros, além dos honorários que lhes cobrava. As vítimas, essas, ficavam sem dinheiro, sem casas de luxo e sem autorização de residência em Portugal.
Antes deste processo, e de receber pelo menos 500.000 euros – o valor necessário para comprar uma casa “em troca” de um visto gold –, a advogada levava os cidadãos estrangeiros a jantar de limusine a alguns dos melhores restaurantes da capital, escreve a publicação.
Para já, Maria Antónia Cameira foi só detida no âmbito deste processo, mas há outras vítimas noutros processos que correm no Ministério Público – do Brasil e de Macau, por exemplo –, suspeitando-se que, ao todo, o valor total das burlas chegue aos 10 milhões de euros."
Médica que ajudou filha a sequestrar o neto de três anos fica em liberdadeIndiciada por cumplicidade em sequestro agravado por ajudar filha a fugir do país.
A médica que foi detida pela Polícia Judiciária, por suspeita de ter ajudado a filha a sequestrar o próprio filho, neto da clínica, ficou em liberdade. O juiz do Tribunal de Guimarães, onde a médica psiquiatra estava a ser interrogada, decidiu que a mulher ficará sujeita a apresentações semanais.
Em causa está um menino de três anos que foi levado pela mãe para fora do país há mais de um ano, à revelia do pai.
Médica detida por ajudar filha a sequestrar o neto de três anos
Indiciada por cumplicidade em sequestro agravado por ajudar filha a fugir do país.
A mãe do menor também é médica e exercia até há pouco tempo as funções de anestesista no Hospital de Braga. Não se apuraram ainda as circunstâncias que levaram a mulher a fugir com o filho, não havendo suspeitas de maus-tratos ou de alguma ameça contra o menor."
Pena Suspensa para funcionária que desviou (furtou!) 132 mil euros ao erário
"Arguida confessou os factos e justificou-se dizendo estar a "atravessar um mau momento". Ficou obrigada a devolver o dinheiro".
... a devolver que dinheiro como, a partir de que fonte ou pecúnio, sejamos lá francos (em vez de hipócritas)?...
"O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou hoje uma funcionária judicial a quatro anos e seis meses de prisão, suspensa na sua execução, por desviar 132 mil euros do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça.
A mulher, que estava acusada pelo Ministério Público (MP) de 45 crimes de peculato e 45 crimes de falsidade informática, foi condenada apenas por um crime de peculato na forma continuada e um crime de falsidade informática, igualmente na forma continuada.
Além disso, a arguida, que faltou à leitura da decisão judicial por motivos de doença, ficou obrigada a devolver o dinheiro.
Em audiência de julgamento, a funcionária judicial confessou na íntegra os factos e justificou-os com o estar a "atravessar um mau momento".
Perante o coletivo de juízes explicou que estava "desesperada" e a passar um "mau período", frisando estar "muito arrependida" e pedindo uma "oportunidade".
Segundo a acusação, os factos aconteceram entre 05 de dezembro de 2011 a 28 de outubro de 2013, na 4.ª Vara Cível do Porto, local onde a arguida desempenhava funções de escrivã-adjunta.
Durante esse período e no exercício das suas funções, a arguida apropriou-se de 132 mil euros depositados à ordem do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, no âmbito de processos tramitados na 4.ª Vara Cível, logrando que as várias verbas que o integraram fossem depositadas em contas bancárias por si tituladas ou de que tinha a disponibilidade, salienta.
E acrescentou: "a arguida, utilizando as permissões que lhe estavam atribuídas, criava e aprovava Notas de Depósito Autónomo para Pessoa, introduzindo indevidamente no sistema informático os dados das suas contas bancárias como beneficiária de reembolsos, em vez dos dados dos intervenientes processuais que a eles efetivamente tinham direito".
Posteriormente, procedia à validação destas notas acedendo aos computadores dos funcionários com permissão para tal, à revelia deles, ou apresentando-lhas para validação como se legítimas fossem, sustenta a acusação.
À saída do tribunal, o advogado de defesa, Hugo Pereira e Costa, referiu aos jornalistas que não irá recorrer da decisão judicial por a considerar "justa".
Caixa Geral de Depósitos (CGD) de instala no exterior da(s) agência(s) "picos anti sem-abrigo",
BE diz que se trata de uma "atitude anti solidária e violenta"
Margarida Basto PUB
"A coordenação distrital de Aveiro do BE acusou nesta quinta-feira a Caixa Geral de Depósitos (CGD) de instalar no exterior da sua agência de Vale de Cambra "picos anti sem-abrigo", numa medida que diz ser reveladora de discriminação social. "Aquele local sempre foi usado para algumas pessoas se sentarem e só depois de um sem-abrigo começar a sentar-se lá é que colocaram os pinos", refere o partido, em comunicado.
Em causa estão faixas de metal, das quais se elevam vários cilindros com cerca de 10 centímetros de altura, todos espaçados entre si e rematados por extremidades pontiagudas. A colocação destes picos "é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas da nossa sociedade", defende a distrital do BE, que exige a "rápida retirada desse instrumento de tortura social" das instalações da CGD.
A Caixa Geral de Depósitos enviou um comunicado em que se escreve que a instituição "fez estas obras de modo a proteger os seus clientes que têm o direito de frequentar a agência sem serem incomodados por actos de atentado ao pudor praticados por uma pessoa que passou a fazer da montra da agência o seu local de vida, com tudo o que decorre, em termos de higiene do espaço público, de uma situação destas".
O BE afirma que a agência de Vale de Cambra está a "copiar o que os especuladores imobiliários andaram a fazer em Londres" e reflecte assim uma postura de "discriminação social que é impensável numa sociedade que se diz moderna e democrática".
Para o BE, "a colocação destes picos anti sem-abrigo é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas" da sociedade portuguesa - vítimas, aliás, "de um modelo social falhado e de uma crise provocada em grande medida pela própria banca". O comunicado acrescenta que "esta atitude anti solidária e violenta" é agravada pelo facto de ser protagonizada por uma instituição cujo sector de actividade "tem beneficiado de resgates sucessivos por parte dos portugueses, incluindo dos mais pobres"
Dezoito agentes da PSP foram acusados pelo Ministério Público (MP) de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, num caso que remonta a 2015.
Em causa estão também agressões a jovens da Cova da Moura (Amadora).
De acordo com a informação disponibilizada hoje no 'site' da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, os 18 agentes da PSP estão igualmente acusados de outros "tratamentos cruéis e degradantes ou desumanos e sequestro agravado" e falsificação de documento.
Segundo a acusação do MP, os agentes da PSP, em fevereiro de 2015, "fizeram constar de documentos factos que não correspondiam à verdade, praticaram atos e proferiram expressões que ofenderam o corpo e a honra dos ofendidos, prestaram declarações que igualmente não correspondiam à verdade e privaram-nos da liberdade".
Restaurar a Instituição Militar e repor aos Militares a sua Dignidade Histórica
Pouco me importa se me considerarem conservador e retrógrado quanto ao que me proponho defender - afinal também posso pensar e publicar impertinentemente, como o Vasco Pulido Valente, apenas não posso fazer as birras dele porque não tendo origem aristocrática, ninguém mo consentiria - e por isso digo já ao que venho [1]:
- Extinguir o Serviço Militar Obrigatório foi um erro, reparar esse erro é imperioso e urgente.
[1] . cumpri o Serviço Militar Obrigatório no RASP desde Janº de 1978 (incorporação) até Maio de 1979 (passagem à disponibilidade)
Praticamente todas as semanas dá à estampa pelo menos (mais) uma ocorrência desse enorme colrolário de "benfeitorias" sociais que decorrem sob o amplo "chapéu da Segurança Social... 02.07.2017 21h12
"Há suspeitas de maus tratos a crianças da Casa do Menino Jesus, na Covilhã. A denúncia partiu de uma adolescente que fugiu da instituição e relatou à Polícia Judiciária da Guarda que há crianças obrigadas a comer do chão e a ficar de castigo num quarto escuro. O Ministério Público já constitui dois arguidos e a direcção da Casa abriu um inquérito interno."
Diz o presidente da Instituição que "... o que me reportaram - e parece que é verdade - é que havia uma das técnicas.. ahh... que parece que fechava as crianças à chave; isso é um comportamento lamentável..."
Esta candura do Sr. Lopes lembra-me a candura do pasteleiro José Severino, apanhado numa entrevista antecipada: "... quer-se dizer, eu é mais bolos, não é, é a minha especialidade, é mais bolos e... e também temos salgados... mas é mais bolos e nesta época, é mais o Bolo-rei não é..."
Mas a candura do Sr. Lopes continua (aos 03':44''),
"... a segurança social já nos pediu a entrada de mais crianças no lar; isso alguma coisa dirá sobre o que a Segurança Social pensa da Casa do Menino Jesus..."
e continua a lembrar-me a candura do pasteleiro José Severino (aos 2':57''): "... a menos que... se a Senhora quiser eu posso-lhe fazer uma coisa: a Senhora dá-me as perguntas de cardiologia, não é, eu vou ao meu médico, faço-lhe as perguntas, aponto tudo e depois venho para aqui responder..."
São uns cândidos e umas cândidas; todos, desde o ISS, através dos/as interfaces, até às Ipes. Malandros e sabidões são os utentes; uns espertalhaços, já nascem ensinados para a malandrice e há que tratá los como mandava a bondosa madre Teresa...
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"A coordenação distrital de Aveiro do BE acusou nesta quinta-feira a Caixa Geral de Depósitos (CGD) de instalar no exterior da sua agência de Vale de Cambra "picos anti sem-abrigo", numa medida que diz ser reveladora de discriminação social. "Aquele local sempre foi usado para algumas pessoas se sentarem e só depois de um sem-abrigo começar a sentar-se lá é que colocaram os pinos", refere o partido, em comunicado.
Em causa estão faixas de metal, das quais se elevam vários cilindros com cerca de 10 centímetros de altura, todos espaçados entre si e rematados por extremidades pontiagudas. A colocação destes picos "é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas da nossa sociedade", defende a distrital do BE, que exige a "rápida retirada desse instrumento de tortura social" das instalações da CGD.
A Caixa Geral de Depósitos enviou um comunicado em que se escreve que a instituição "fez estas obras de modo a proteger os seus clientes que têm o direito de frequentar a agência sem serem incomodados por actos de atentado ao pudor praticados por uma pessoa que passou a fazer da montra da agência o seu local de vida, com tudo o que decorre, em termos de higiene do espaço público, de uma situação destas".
O BE afirma que a agência de Vale de Cambra está a "copiar o que os especuladores imobiliários andaram a fazer em Londres" e reflecte assim uma postura de "discriminação social que é impensável numa sociedade que se diz moderna e democrática".
Para o BE, "a colocação destes picos anti sem-abrigo é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas" da sociedade portuguesa - vítimas, aliás, "de um modelo social falhado e de uma crise provocada em grande medida pela própria banca". O comunicado acrescenta que "esta atitude anti solidária e violenta" é agravada pelo facto de ser protagonizada por uma instituição cujo sector de actividade "tem beneficiado de resgates sucessivos por parte dos portugueses, incluindo dos mais pobres"
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